Sou natual de Ipameri GO

Como um verdadeiro ipamerino que sou... Opa! Acho que o início da frase não combina nada comigo, ainda mais porque tive que achar o “ipamerino” no dicionário. Eu não vejo a cidade em que nasci a um tempão.
E quando vou a Ipameri, nas raras vezes que viajei para essa cidade, fico na casa dos parentes da minha mãe, que aliás são muitos, embora já diminuíram bastante com os falecimentos, porém existem os nascimentos, acho que uma coisa compensa a outra.
Não posso falar de forma nenhuma que conheço o povo dessa cidade nem como ele pensa e age, pois nunca mais, após o meu nascimento, participei de Ipameri.
O estranho disso tudo é que apesar de não ter tido muito contato com essa cidade ela sempre me soa muito familiar e próxima da minha história.
Cada cidade tem um povo e cada povo tem as suas peculiaridades, não importa onde esse povo esteja estabelecido.
Um fato curioso, da última vez que estive em Ipameri, ocorreu quando eu fui a padaria comprar pão, vi na vitrine do freezer alguns queijos em exposição, perguntei quanto custavam, a moça que me atendeu respondeu, de certa forma surpresa pela pergunta, e eu escutei a resposta também surpreso, “não estão a venda”.
Onde eu foi criado, na região metropolitana de São Paulo, tudo que fica amostra em um estabelecimento comercial é para ser vendido.Isso é uma coisa que gostei de saber (existe a diferença, graças a Deus), e gostei de saber também que os ipamerinos (do Orkut), como eu, participam da cidade e o mais importante gostam dela.
Espero que esse ano eu possa visitar Ipameri e as pessoas maravilhosas que moram lá.