Violência se combate com violência?

Eu não sou totalmente contra a pena de morte, e sim a favor da responsabilização e punições severas não para quem furta uma galinha, e sim para quem rouba milhões ou bilhões dos cofres públicos, isto já foi publicado aqui em outro texto que escrevi, mas para não deixar margem a dúvidas vou reforçar os meus argumentos sem chamar a opinião de ninguém de baboseira, pois estamos aqui para debater idéias.
Quem mata mais, o “nóia” que vende uma pedra de craque em uma boca-de-fumo ou o traficante que provavelmente está aquartelado em um condomínio de luxo, traficando toneladas de droga por mês para várias regiões do Brasil e mundo?
Quais são às consequências da corrupção que surrupia bilhões do dinheiro público, dinheiro nosso?
Parece-me que muitas pessoas, que estão longe da realidade de nossas comunidades carentes, defendem a pena capital.
Mal sabem que esses criminosos, menores de idade, praticamente já são pré-condenados a morte, pois dificilmente passam dos vinte anos de idade, às vezes por um milagre um ou outro passam dos trinta anos de idade.
Para quem tem dúvida disso peço que assista ao documentário “Falcão Meninos do Tráfico” bem realista e ou de uma olhada nas estatísticas de mortes, feitas pela polícia, na periferia e vejam com os próprios olhos qual é a faixa etária dessas pessoas assassinadas.
Eles mesmos se matam, e quando não, existem os esquadrões da morte que não deixam por menos.
O melhor mesmo para se conhecer um lugar é frequentá-lo, não é assim que fazemos ao viajarmos de férias?
Se alguém que não conhece a periferia e tiver coragem, frequente-a para que com os próprios sentidos constate o que é violência social, e tenham uma melhor idéia da situação verídica das comunidades carentes.
Imagine com a justiça que temos quanto tempo levaria para que esses garotos criminosos fossem condenados a pena de morte, ou quantos inocentes poderiam ser mortos, Sabiam que à polícia não investiga a maioria dos crimes por falta de estrutura, é bonito comparar Brasil com os Estados Unidos, mas à realidade em nosso país é bem diferente da de um país em que o sistema funciona.
A idéia de pena de morte nesses casos seria semelhante (hipoteticamente) a um médico, que tem um paciente com AVC (acidente vascular cerebral) devido à pressão arterial elevada, receitar uma caixa de anti-hipertensivo em dose única, resolve?
Posso até estar enganado, mas quando um bando de adolescentes filhinhos de papai mataram queimado um índio pataxó em Brasília ninguém falou em pena de morte; ou quando àquele estudante de medicina atirou com uma submetralhadora dentro de um cinema ninguém falou em pena de morte; ou quando outros estudantes de medicina da USP afogaram um garoto numa piscina olímpica em um trote ninguém falou em pena de morte; ou quando a Suzana Von alguma coisa matou os pais junto do namorado e irmão do namorado ninguém falou em pena de morte. Quanta demagogia; é tanta, que posso até estar engando, mas suponho que são poucos que se lembram desses fatos.
Está frase sintetiza bem o que quis dizer, estou retransmitindo-a para não ser mal interpretado:
“Deveríamos sim discutir pena de morte para quem desvia verbas públicas para os seus cofres em ilhas “paraíso-fiscais”, e colocar na cadeia quem não investisse bem o dinheiro o dinheiro público”.