Aparência
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Somos o que aparentamos ou somos quem somos?
Resolvi deixar a minha barba crescer, já antevendo que despertaria nas pessoas algum tipo de reação fora do rotineiro, a minha atitude corroborou para confirmar que as pessoas “compram o que vêem”, não adianta, por mais que escutemos frases do tipo: “quem vê cara não vê coração”, às pessoas julgam com os olhos.
A imensa maioria das pessoas fazem os seus próprios juízos pela aparência externa das outras, bem como tudo na vida. Infelizmente o ser humano não aceita o diferente, não tolera que possam existir culturas diferentes das que ele não está acostumado. A barba, apesar de crescer naturalmente, é vista como uma coisa ruim pelos semelhantes em geral.
Quando será que isso começou?
Não sei, mas sei que, pela bíblia, os homens dos tempos bíblicos usavam barbas, talvez por falta de laminas de barbear afiadas, afinal de contas se a lamina não estiver bem afiada a experiência de fazer a barba se torna bem desagradável.
Já me perguntaram se eu estava deprimido, já disseram que eu estava com cara de bandido (apesar da maioria dos bandidos fazerem à barda).
Fico imaginando: sou saudável, jovem, e às pessoas já me estranham por conta da barba... como deve ser para aquelas que tem algum tipo de defeito físico, ou tem doenças, ou cor da pele diferente, ou classe social mais baixa etc.
Aparência: ilusão para aprazer a nossa pseudo realidade, contudo não passa de uma impressão não fática que induz a um pré julgamento errôneo, em suma, pura fantasia do que somos, temos e vemos com o que queremos ser, ou queremos ter, ou queremos ver.