Periferia em construção

É evidente o crescimento populacional das periferias, nas últimas várias décadas, no entorno dos grandes centros urbanos, com a derrocada da economia em distribuir de maneira eqüitativa a riqueza de nosso país; mais e mais pessoas vão se amontoando nesses locais em uma ocupação desordenada e por vezes precárias do solo periférico.
Além do sentido literal do vocábulo, além das estatísticas que apontam a periferia como região violenta e desprovida de infla-estrutura básica, além da exposição nos noticiários sensacionalistas... O que vem a ser a periferia? Um lugar de pobres e excluídos, um lugar pessoas sem chances na vida, o lugar da ralé?
Isso tudo deve ser a periferia geográfica e até mesmo literal, mas não é a definição mais exata do povão que vive nesses ambientes a sua própria realidade; quem olha como um espectador alheio aos sentimentos e aflições dessas enormes populações não imagina o tamanho da criatividade, da alegria, da força desse povo para a superação de obstáculos.
Por nunca perder a esperança foi esse mesmo povo que elegeu o nosso presidente, ex-operário, para assim continuar a construir a periferia dos sonhos. Ele, o povo, espera a sua vez trabalhando, para quiça no futuro viver em condições mais dignas, mudando a própria sorte para não ver os próprios filhos passarem pelo que passam hoje.
Tomara que o “boom” do desenvolvimento alardeado pelo nosso presidente não seja mais um “pum” de decepções políticas e econômicas.
Vamos, cada um, fazer a nossa parte e torcer positivamente.