Barbárie

A morte de um garoto de seis anos provocada por um ato tremendamente desumano praticado por ladrões de carro adolescentes que roubaram o carro da mãe do garoto causou consternação na sociedade.
De onde vem tamanha brutalidade? Deve ser a pergunta de milhões de pessoas nesses dias subsequentes a esse fato horrível.
Como simples adolescentes poderiam cometer tal atitude e não ficarem com remorsos? Essa é outra pergunta pertinente que não quer calar.
Será que o estado brasileiro contemporâneo está fornecendo doses excessivas de embrutecimento para as nossas crianças, nesse abandono dos mais humildes, não cumprindo com as suas obrigações enquanto estado (escola, saúde, distribuição de renda, etc.), onde o estado não se faz presente como agente socializador ele acaba atuando involuntariamente como agente brutalizador?
Será que a família é uma instituição falida que não consegue mais transmitir os princípios básicos para que seus filhos possam viver em harmonia na sociedade?
As respostas parecem obvias, nós estamos vivendo uma transformação de princípios morais ou mesmo uma total inversão de valores, o que antes era considerado errado e repudiado por todos hoje tem seus adeptos, como acontece com bandidos que furtam milhões do dinheiro público em atos de corrupção; esses atos são tachados pela grande mídia simplesmente como “desvios de verbas públicas”; ao invés de serem tachados de ladrões, os larápios são chamados de suspeitos de desvios de verbas, verbas essas que quase nunca retornam aos cofres públicos.
Esse é o resultado da complacência com a coisa errada, ainda temos que aturar aqueles que defendem a pena de morte para atos violentos cometidos por adolescentes brutalizados pela sociedade; parem, pensem melhor, se um sujeito não tem remorso por ter arrastado uma criança de seis anos, por pelo menos dois quilômetros, por ventura ele vai ter consciência suficiente para entender o que é pena de morte?
Claro que não! Esse sujeito não tem parâmetros de nada, ele não distingue o que é bom ou mal para ele mesmo, ele está em outra realidade, a sua mente já está suficientemente brutalizada e corrompida pela violência e abandono familiar e do estado para com ele.
Deveríamos sim discutir pena de morte para quem desvia verbas públicas para os seus cofres em ilhas “paraíso-fiscais”, e colocar na cadeia quem não investisse bem o dinheiro o dinheiro público.
Se isso ocorresse de fato alguém tem dúvida que a situação atual melhoraria muito e rapidamente?